terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dia 4 - 6 Agosto


Mocheloaaaaa! J
Hoje é o dia em que começamos todos a mentir aos locais, quando nos perguntarem se temos dinheiro J até agora, n deviam acreditar muito na nossa resposta, mas a verdade é que não tínhamos mesmo! Mas finalmente hoje o Pe. Juan, cedeu-nos autonomia monetária para estimular a economia Moçambicana à vontade (eu e a Graça já fizemos os primeiros estragos! Chiuuuu!)
Hoje foi também o nosso primeiro dia de trabalho “á séria”, que é como quem diz, o primeiro dia em que arregaçamos as mangas e começamos a cumprir o horário por nós estipulado! Desde o inglês ao corte-e-costura, passando pla escolinha, ATL, formação para planear o futuro, e afins, todos tivemos na labuta! Foi o dia em que começamos a notar em que pé estava a situação, o dia em que começamos a analisar… este é um dia importante para o ponto de partida dos seguintes tempos!
Já com o sol posto, reunimos com o Pe. Honório, Pe. Carlitos e Pe. Messias para falarmos sobre os primeiros dias, expectativas e projectos futuros! Vai ser um mês em cheio!
Estamos todos cansados, mas tenho a certeza que continuamos a sentir todos (em uníssono!) Ni ah ca la lê J

Com amor, CheilaHo


Dia 3 - 5 de Agosto de 2013


O dia começou cedo para os voluntários Elsa, Graça, Nuno e Padre Juan que, às 5 da manhã saíram rumo a Quelimane. Ao final do dia regressaram com uma máquina para a carpintaria aqui do Centro Juvenil e muito cansaço. A viagem demorou três e meia a ida e  quatro horas o regresso. As restantes voluntárias Cecília, Fernanda, Diamantina, Cheila e Ana Paula começaram o dia a organizar o horário de cada voluntário aqui no Centro. Foram distribuídas as horas e salas por cada voluntario e elaborado um horário conjunto. Durante a tarde a Senhora Ofélia, a “nossa” cozinheira disponibilizou as suas horas de folga para nos fazer uma visita guiada pelas casas típicas situadas à volta do Centro. Por entre dezenas de fotografias que fomos tirando, a pedido  INSISTENTE dos afáveis locais, às casas, bancas de comércio  e claro a eles próprios, algumas voluntárias deliciaram-se quando tiveram a oportunidade de “vestir” uma capulana às costas com um menino, um bebé de 2 meses apenas. Bebé este que por nenhum momento estranhou estas costas quentes e enternecedoras das nossas voluntárias. Houve até um momento bem divertido, quando este, inocentemente, precisou de aliviar as suas necessidades fisiológicas e, assim, ainda nas costas da nossa voluntária, o pequenino “aliviou-se”, proporcionando momentos muito divertidos, a gargalhada foi geral. E acabamos por saber, pela tradição local, que este acontecimento traz bons presságios. O dia teve o seu final com a partilha de experiências e um belo jantar.


“Cici” Ferreira

Dia 2 - 4 de Agosto de 2013

Acordamos bem cedo, pelas 6h da manhã. Tomamos o pequeno-almoço e de seguida fomos para a missa onde fizemos a nossa apresentação e demos a conhecer os nossos projectos.
A nossa voluntária Diamantina fazia anos e teve uma surpresa (toda a comunidade cantou os parabéns e teve direito a uma bênção especial).
Pelas 13h almoçamos e era chegada a hora de conhecer um pouco deste povo. A pé, todos juntos, visitamos o Mercado, a IBIS (dependência da Associação Centro Juvenil) e conhecemos um voluntários dos Estados Unidos (fazem parte da organização “Peace Corp”) que estão a leccionar na Escola Secundária da zona, e que nos levaram a conhecer a escola.
Por volta das 17h dirigimo-nos ao Centro Juvenil para preparar o jantar (a Cici e a Fernanda são as ajudantes de cozinha hoje).
O Pe. Onorio fez uma pizza muito boa, o Nuno fez o bolo de aniversário da Diamantina, cantamos os parabéns… foi muito divertido. A Diamantina recebeu como prenda uma capulana que tinha gostado no mercado (e que às escondidas compramos para lhe fazer a surpresa).

Assim chegou ao fim de mais um dia…

Ana Paula

domingo, 4 de agosto de 2013

O inicio de uma aventura

Viajar até Africa é sempre uma aventura onde tudo se pode passar.
Escrevo esta primeira crónica em solo moçambicano, mais propriamente do Alto Molócuè, depois de passarmos mais de 48h em viagens.
Tudo se iniciou no dia 1 de Agosto, quando o grupo dos 8 voluntários se encontrou em Lisboa. Alguns já tinham chegado no dia anterior a Lisboa e outros chegaram nessa manhã.
Não poderíamos partir sem antes saudar o “big boss” Pe. Adérito e almoçamos com ele e conhecemos duas voluntárias que partiriam com ele para Lichinga (Moçambique) no dia 3 de Agosto.
Depois das últimas recomendações e algumas prendas começamos a nossa aventura.
Teriamos de correr meio mundo para chegar ao nosso destino Nampula.
Vejam lá se sabem fazer contar: Lisboa-Dubai, 8h; Dubai-Joanesburgo, mais umas 8h; Joanesburgo-Nampula, 2h e meia… pelo meio ficaram a interminável escala no Dubai de 10h e uma noite em Joanesburgo. A nossa sorte foi que em Joanesburgo tivemos direito a dormir decentemente acolhidos pelos tios da Cheila, que nos providenciaram uma rica e regada refeição, o direito a um banhinho quente e a um colchão.
Juntando a tudo isto uma viagem de carro entre Nampula-Alto Molócuè de 3h.
Conclusão: chegamos ao Alto Molócuè pelas 17.30h, já com o sol posto… cansados mas felizes.
Foi só o tempo de conhecermos as nossas instalações, e rezar vésperas juntamente com a comunidade religiosa.
O jantar já foi feito em família, com o devido acolhimento da comunidade religiosa Pe. Onorio, Pe. Carlitos e Pe. Messias, sem esquecer a Elsa, nossa voluntária permanente.
Depois do jantar e de um pequeno convívio não houve tempo para mais senão ir descansar. Apesar de alguns barulhos estranhos nas instalações dos voluntários (sapatos a bater, algumas gargalhadas e alguns ressonos), calmamente cada um foi encontrando como pode o seu merecido descanso!
Tata!

Em breve enviaremos mais noticias!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vou para África!!!!!!!!!!

Olá, chamo-me Diamantina, sou professora do 1º ciclo e adoro a minha profissão.
Já há algum tempo que não fazia voluntariado, confesso que, por comodismo próprio. Fui voluntária nos BVCL durante alguns anos, e também dei apoio pedagógico durante algum tempo na instituição “garota do calhau”.Há precisamente um ano atrás, comecei a acompanhar a missão da Voluntária Nélia Cardoso através das suas publicações, ficava deslumbrada  e perguntava a mim mesma se seria capaz.
 “Ninguém disse que era fácil mas não custa tentar”.
Pois é, este ano associei-me a instituição ALVD, onde frequentei a formação de preparação para no próximo dia 1 de agosto partir juntamente com um grupo de 7 voluntários.
Será certamente um mês de agosto, totalmente diferente dos anos anteriores a todos os níveis!….Vou dar um pouco de mim, a quem tem tanto para “oferecer”. Pretendo dar o meu contributo para a comunidade local, adquirir novas competências, vivenciar outra cultura.
Proponho-me a ser mais justa e mais solidária………

Vou! Para África….Levo-os a todos no meu “coraçãozinho “que é grande!
Ana Paula, funcionária pública, nasci em Évora, tenho 54 anos.
O entusiasmo por esta causa já vem alguns anos atrás, depois por uma amiga que já tinha feito este voluntariado na ALVD.
Começei a fazer a formação.
O que vou lá fazer, dar aula de dança e teatro, assim como ajudar em outras tarefas.
Espero contribuir com a minha vontade, a todos aqueles que de uma ou outra maneira precisem de carinho, amor, ajuda, uma palavra amiga, etc.
Sinto-me muito feliz por fazer parte deste grupo, desta missão tão importante para todos nós.
E tenho a certeza que a nossa missão vai correr muito bem, somos um grupo unido,trabalhador, responsável e com muita vontade de fazer sempre o melhor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eu, ALVD e Moçambique, Alto Molocué.

Olá a todos,

Sou a Graça, portadora do BI...., moradora na ...., ;-).
 
Quando entrei na fase dos entas, uma das minhas metas era viajar e ir à descoberta de culturas diferentes, experienciando vivências diferenciadas, mas de forma económica, dando significado às coisas e  me sentir realizada pessoalmente e  ao nível profissional também. Daí eu  denominar as minhas viagens de férias inteligentes porque os domínios cognitivo e socio afetivo progridem.
 
Como faltam-me dois anos para chegar a meio século; tenho a minha irmã numa missão de voluntariado  no Alto Molocué; o meu filho está um homem,  independente dos cuidados básicos prestados por mim;  o meu pai, uma pessoa muitíssimo importante na minha vida, está aos cuidados do meu irmão mais novo, Nélio; então  propus-me a ir  à descoberta de um pedacinho de África, ir ao encontro da Elsa e ir dar um pouco de mim - uma pessoa multifunções -  no próximo mês de Agosto.
 
Esqueci-me de mencionar como é que o voluntariado apareceu na minha vida.
 Há cerca de dois anos, eu e a minha irmã, em conversa, lembramo-nos que podíamos fazer voluntariado fora da Madeira, conciliando  a descoberta de novos lugares com  o servir os outros. 
Certo dia, na minha escola - Básica dos 2º e 3º ciclos Cónego JJG de Andrade -, tomei o  pequeno almoço com um irmão dehoniano. Na linha da nossa conversa, falamos sobre Madagáscar, voluntariado e foi como obtive o número de telefone do Padre Juan Noite, da ALVD. 


Assim, daqui a uns dias, vou embarcar numa experiência vivencial para  num espaço diferente, ambíguo e  maravilhoso, onde vou aperfeiçoar ou criar competências e recursos.
Mais uma  viagem de descoberta pessoal.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Apresentação dos elementos do grupo "Agosto 2013" - Pe. Juan Noite

Olá amigas e amigos...
Falta praticamente 1 semana para que mais um grupo de 8 pessoas rume a Moçambique, mais concretamente à provincia da Zambézia, cidade do Alto Molócuè, para mais uma experiência de missão.
Nos próximos dias faremos então a apresentação de cada um dos elementos deste grupo, um em cada dia... apresentação feita em modo de auto-retrato.
E como alguém tinha de dar o exemplo... aqui vou eu!


Meu nome é Juan Noite e sou sacerdote religioso dehoniano há quase 12 anos! Nome provindo da terra dos Miras (como se diz em bom madeirense) onde nasci há 40 anos!
Desde 2003 tenho trabalhado no Colégio Missionário, passando pela pastoral juvenil, pastoral vocacional e formação!
Além disto, estou envolvido desde 2005 no projecto da ALVD aqui na Madeira! Tudo começou em finais de 2005 quando alguém me lançou um repto: formar um grupo de voluntários para fazer uma experiência missionária em Moçambique. Juntamente com uma voluntária que já lá tinha estado (a Ana Luisa) e lançando o desafio a outros que já conhecia na Madeira, assim se formou o primeiro projecto de missão a Moçambique, com um número "profético": os 7.
A partir dessa experiência em Agosto de 2006 nascia o núcleo da ALVD na Madeira...

Podemos dizer que não sou novato nestas experiências, pois esta será a 4ª vez que acompanho um grupo a Moçambique (2006, 2009, 2012 e 2013).

O que lá vou realizar durante este mês... um pouco de tudo. Desde a coordenação do grupo de voluntários, estar disponível para ajudar os voluntários em tudo o que for necessário e sobretudo ajudar na formação religiosa do grupo juvenil do Centro Juvenil Padre Dehon... estar disponível para apoiar a comunidade religiosa em tudo o que for necessário, desde confessar, preparar algum encontro específico, celebrar em alguma comunidade quando necessário!
Embora esta seja a 4ª vez que participo, cada vez é sempre diferente da anterior pois os voluntários são diferentes e isso torna cada experiência de missão única e irrepetivel!

Lembro como se fosse hoje quando o ano passado cheguei a uma comunidade e  um dos locais partilhou a sua alegria pela nossa presença pois significava que não nos tinhamos esquecido deles!
Cada projecto de missão é uma continuação... um trabalho que herdamos de grupos anteriores e só assim nesta continuidade se constrói um projecto sólido e se transformam as realidades!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Compromisso o novo grupo de voluntários - Agosto 2013

Olá amigas e amigos do nosso blog.
Estamos de volta à aventura!
Embora o blog tenha estado parado, pois serviu essencialmente para manter o contacto do grupo de voluntários de 2012 com os seus amigos, relatando a sua experiência de missão, eis que ele retoma a sua actividade...
Agora com um novo grupo de 7 voluntários novos e 1 que já vai fazendo disto um habituè...
Depois de um longo periodo de formação, desde Setembro de 2012 com a passagem de testemunho do grupo de Agosto 2012, eis que mais 8 aventureiros e aventureira se juntam à maior aventureira que já partiu para o Alto Molócuè em Março e onde ficará a desenvolver a sua missão até dezembro de 2013. Falo da nossa voluntária Ana Elsa Dias...

E a aventura deste novo grupo de 8 volutários, que se juntarão à Elsa e à comunidade religiosa do Molucuè, teve um marco importante na sexta-feira passada, no Colégio Missionário, onde se procedeu ao rito de envio.
Todos felizes e contentes, prestes a iniciar mais uma aventura por terra Alto Molocuanas (acho que acabei de inventar uma palavra... deve ser inspiração do Mia Couto).

Aqui vai a foto do grupo... nos próximos dias passaremos à apresentação de cada um dos protagonistas desta nova aventura ALVD "Agosto 2013"!


Stay tunned... ou melhor... blogged!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Ruben Vivia no Alto Molucué quando lá fomos.
Tinha estudado Com um Pintor moçambicano de sucesso que tem uma escola em Queliman.
Não tinha papel nem tintas para pintar, O que deve ser o pior tormento para um artista. Ensinei-lhe a pintar com o computador,mas as impressões e o acesso ao computador são dificeis nessa terra.
Por sorte tinha levado um bloco e uns gouaches. Com isso pode pintar uns quadros que o Senhor Padre Juan lhe comprou. São esses quadros que vão estar á venda, na primeira exposição dele no jantar que a ALVD vai fazer. Vejam o cartaz e ajudem-nos a ajudá-lo

sábado, 22 de setembro de 2012

Uma experiência única



Partilho convosco um testemunho meu, elaborado para o boletim de informação "Entre nós" de Setembro, de contacto com os grupos missionários

A ALVD (Associação Leigos Voluntários Dehonianos), associação que se dedica ao voluntariado missionário, permitiu mais uma vez uma experiência de missão a 6 leigos, acompanhados pelo Pe. Juan.
Depois de um ano de preparação e de formação, a realização de várias actividades em vários pontos da ilha, este grupo partiu para Moçambique, mais concretamente para o Alto Molócuè, onde está uma comunidade dehoniana e um centro juvenil.
Este grupo de voluntários dedicou-se, ao longo do mês de Agosto, a uma variedade de actividades de apoio Centro Juvenil Padre Dehon. Os campos privilegiados da nossa missão foram sobretudo a informática (actualização dos computadores do centro e formação de formadores), a Escolinha (uma pré-escola que funciona no centro, acolhendo cerca de 40 crianças entre os 4 e os 6 anos), e o apoio à biblioteca do centro, que chega a receber por dia cerca de umas 100 visitas. Além disso, dedicamo-nos a outras actividades tal como a dança.
Foi uma experiência muito importante para estes voluntários, pois permitiu-lhes conhecer outra cultura diferente da nossa, como também os missionários dehonianos que trabalham em Moçambique e a sua dedicação em favor da evangelização e promoção humana.
Mais do que levar e fazer coisas, viemos cheios da riqueza deste povo, das crianças e dos jovens, da alegria com que vivem e testemunham a sua fé. Era sempre um momento muito especial quando ao domingo acompanhávamos os missionários às comunidades, a forma como nos acolhiam e viviam a Eucaristia. Aqui percebemos plenamente o sentido de que a Eucaristia é verdadeiramente uma festa, com muita música e dança e grande disponibilidade para acolher a Palavra de Deus.
Enfim… um mês passou a correr e parece que não foi nada. Porém foi muito para aqueles que tiveram o privilégio de fazer esta experiência. Muita coisa para processar à medida que vamos voltando ao quotidiano e rotina do nosso trabalho.
Certamente que viemos diferentes… mais ricos de conhecimento, de cultura, mas sobretudo mais felizes por podermos participar, mesmo que de forma muito ténue, no trabalho que os missionários realizam nas missões ad gentes.
Uma vez alguém me disse que quem vai à Africa volta diferente… não tanto exteriormente, mas sobretudo interiormente. Embora seja a terceira vez que volte a Africa, acompanhando grupos de voluntários, cada vez que lá volto é diferente, volto mais rico.

Pe. Juan Noite, scj

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Férias em modo de Voluntariado

Este ano tive umas férias diferentes. Podia ter ido apanhar sol para um resort numa qualquer ilha paradisíaca ou passear numa qualquer cidade cosmopolita para ver museus e fazer compras, mas não.

Optei por integrar uma Missão de Voluntariado através da ALVD – Associação de Leigos Voluntários Dehonianos, durante o mês de Agosto em Moçambique, no Centro Juvenil Padre Dehon do Alto Molócuè, na província da Zambézia.

Para lá chegar, desde Outubro do ano passado frequentei uma formação de preparação para esta Missão, juntamente com mais 6 pessoas (Nélia, Marlin, Isabel, Marta, Gonçalo e Pe. Juan). Esta formação foi orientada por voluntários que já tiveram experiência em missão e como tal transmitiram o seu conhecimento de causa, por vezes difícil de entender por quem lá nunca esteve. Este conhecimento foi completamente desmistificado após conhecimento da realidade local, porque o que se planeia nem sempre corre como queremos e como imaginamos. É necessário aprender a ultrapassar esta grande barreira e aceitar a realidade tal como ela é, e saber dar a volta a determinadas situações, para as quais nem sempre estamos preparados. Este ponto fez parte da adaptação à missão que depois de ultrapassado, faz com que tudo corra bem! Serviu também para criar laços e sentido de interajuda entre todos, que foi plenamente aplicado durante a missão (e continuará a ser).

Tive o privilégio de conhecer algumas pessoas pelas quais tenho uma grande admiração entre os quais: Pe. Onorio Matti e Pe. Ilario Verri, ambos pela sua persistência, paciência e dedicação aos outros e o Pe. Elia Ciscato, pelo seu vasto estudo e conhecimento da cultura local que transmitiu durante a visita a uma comunidade local. A sensação que tive foi a de estar a ver um documentário sobre a vida natural em África mas in loco.

O trabalho propriamente dito da Missão decorreu no Centro Juvenil Pe. Dehon, sendo dividido em várias vertentes (escolinha, informática, biblioteca, aulas de inglês, de musica e de dança). Estive muito próxima de jovens adolescentes que frequentam a biblioteca após as aulas, para terem acesso aos manuais escolares onde copiam a matéria dada pelos professores, devido a não terem possibilidades de os adquirirem. Muitos deles aproveitavam para esclarecer dúvidas e ajuda nos trabalhos de casa. É notório que existe uma grande dificuldade no raciocino lógico e assimilação de conceitos. Esta situação deve-se principalmente à má alimentação e por vezes também uma má preparação dos professores. Existe um longo caminho a percorrer para que esta situação seja ultrapassada, fazendo com que se ultrapasse a barreira de pensar apenas para o dia, passando a se criar estruturas de preparação para o futuro.


A oportunidade de conhecer diferentes pessoas, realidades, mentalidades foi extremamente gratificante, assim como poder observar e guardar na memória as vastas e extasiantes paisagens.

Tudo isto faz com que fique sempre a sensação que o trabalho da missão está inacabado, ficando sempre a vontade de querer voltar. Dizem que não se deve voltar ao sítio onde fomos felizes, mas neste caso é inevitável. Qualquer pessoa que pise solo africano, de certeza que nunca mais será capaz de ver o mundo da mesma prespectiva e acredito que todos podemos ser felizes, mesmo aproveitando o que de menos bom está a nossa volta, transformando (transfigurando) em oportunidades para a mudança. É isto que recebi!

Cláudia Sá
17/09/2012
Texto publicado no Blog da ALVD - Associação de Leigos Voluntários Dehonianos: http://alvd2010-2020.blogspot.pt/2012/09/ferias-em-modo-de-voluntariado.html

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quarta Feira, dia 29 de Agosto: A partida

Quarta feira, dia 29 de Agosto

Este foi um dia muito agitado para o nosso grupo de voluntários. Foi dia de regresso, onde todos trazem gravado no coração uma experiência unica e verdadeiramnete rica! Por outro lado, trazemos também conosco um misto de emoções...alegrias, tristezas, nostalgia, impotencia face a tanta necessidade, realização pessoal...enfim, completa ou não, a missão foi cumprida, e todos deram o seu melhor! Estamos certos que a nossa forma de ser e estar perante a vida toma agora uma  atitude  mais positiva!
O nosso dia foi de viagens desde o amanhecer até ao anoitecer. Saimos de Nampula pelas 11h00m da manhã, rumo a Pemba que fica a 30m de voo. Foi hora de despedida dos nossos 2 amigos voluntarios que só regressam no próximo mês de Novembro e do Pe Onório que nos acolheu duma forma que a todos agradou, durante toda a nossa estadia. Aqui ficou a promessa duma possivel visita à Madeira !
Saimos de Pemba e passadas 2h00m aproximadamente, chegamos a Dar-Es-Salam. No aeroporto tivemos uma recpção fora do comum....um aparato de jornalistas, dois carros de bombeiros em ação, e toda a gente a olhar para o nosso avião. De repente os bombeiros começaram a regar o nosso aparelho voador, e eu por momentos pensei que havia "bomba" ou "incendio " a bordo. Nossas dúvidas foram logo resolvidas quando a hospedeira de bordo nos informou que eram apenas formalismos próprios de boas vindas a um "Chefe" não sei das quantas... No transfer da Tanzania para o Dubai, tal como a vinda, foi um caus! Apenas duas pessoas ao balcão, e onde o dinheiro falava mais alto para quem quisesse fazer o check in o mais rápido possivel.
Saimos de Dar-Es-Salam, e no conforto da Companhia de aviação Emirates Airlines seguimos 7h a 8h horas aproximadamente de voo até ao Dubai. Aqui, o grupo subdividiu-se. A Isabel ,o Gonçalo e a Marta seguiram para um Hotel dos arredores, pois irão permencer dois dias aqui. Já a Nélia, o Pe Juan, a Marlin e a Claudia, procuraram conhecer a cidade o mais rápido possivel, pois só tinham uma noite pela frente, e partiariam para Portugal na manhã seguinte. Apesar da exaustão, passamos a noite toda a conhecer todos os pontos estratégicos e turisticos da cidade. Estavam 35 graus, e o ar era quase irespirável...mas lá sobrevivemos e conhecemo um pouco da riqueza abismal deste país. Na manhã seguinte lá estavamos nós prontos a seguir viagem para Portugal Continental!
 
 
A partida de Nampula

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sexta-feira, 31 de Agosto

O Pe. Juan, a Nélia, a Marlin e eu (Cláudia) fomos passear pelos caminhos de Portugal. Saímos de Lisboa rumo a Fátima, onde assistimos à missa, visitamos o santuário e acendemos algumas velas e almoçamos. No caminho de regresso passamos pela Batalha, visitamos o mosteiro; por Alcobaça, visitamos o mosteiro; por Óbidos, bebemos uma ginja num copo de chocolate; e por Sintra, onde provamos um típico travesseiro na Pastelaria Periquita (o Mico da Câmara Pereira também lá estava). Acabamos o nosso passeio no Centro Comercial Amoreiras a jantar.


domingo, 26 de agosto de 2012

Grupo de dança do Centro Juvenil - Samba


Domingo, 26 de Agosto


Foi dia de despedida. Num abrir e fechar de olhos passou o nosso tempo de estadia no Alto Molocue. De manhã o Pe. Juan celebrou a missa no Centro Juvenil para a comunidade local incluindo alguns batizados. A missa voltou a ser muito animada, foi cantada pelo coro do centro juvenil. Após o almoço estivemos a tirar as últimas fotografias com os amigos do centro juvenil e a nos despedirmos para iniciarmos a viagem de regresso a Nampula. Pelo caminho encontramos tudo o que supostamente não devíamos encontrar numa estrada principal, porcos, cabras e galinhas a atravessar a estrada e por algumas vezes os supostos donos dos animais a correr. Em Nampula reencontramos o Pe. Elia Ciscato e as suas histórias de vida.

sábado, 25 de agosto de 2012

Dia de festa no Centro Juvenil

Hoje, sábado, 25 de agosto... começa a chegar ao fim a nossa estadia no Alto Molócuè.
Como vamos já amanhã, hoje foi dia de festa quer no Centro Juvenil Padre Dehon, quer na comunidade religiosa.

A tarde de hoje no Centro Juvenil foi algo de muito especial. Houve uma festa cultural que envolveu muitos grupos, desde artistas musicais, grupos de dança, teatro e uma banda convidada. Depois dos devidos atrasos de organização e montagem de material lá começou a festa. Um salão repleto de crianças em primeira fila e muitos jovens das redondezas. Sobretudo para as crianças foi um momento úncio e isso viamos nos seus olhos e na forma como por várias vezes, aproveitando o ritmo da música, davam fabulosos passos de dança expontâneos.
O destaque desta tarde vai para dois grupos, poderiamos dizer de participação muito especial. Em primeiro lugar o grupo dos voluntários presenteou a plateia com uma tradicional rapsódia madeirense, liderados pela dança da Nélia e da Cláudia, ou não fossem elas membros do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha.
O segundo destaque vai para o grupo de dança do Centro Juvenil, que se formou com a nossa presença cá. Devido ao esforço e ensaios da Marta foi possivel organizar um grupo de crianças que apresentou algumas dança para a plateia: uma dança irlandesa e um samba. O resultado foi muito bom e de grande alegria e satisfação para as crianças envolvidas.

Hoje também foi o nosso último jantar com a comunidade religiosa do Alto Molócuè. Por isso os voluntários prepararam um delicioso jantar com gosto à Madeira. O menú foi carne de vinha d'alhos e para entrada umas saborosas arepas com recheio de frango. Para concluir esta magnifica refeição nada melhor para sobremesa como uns cristos, confeccionados pela artista dos doces Isabel. Foi de comer e chorar por mais.
Para preparar uma tão elaborada refeição a azáfama na cozinha começou logo de manhã com o corte da carne de um leitãozinho comprado aos irmãos Maristas de véspera. O leitão não era muito grande mas chegou para o jantar. Poderemos dizer que foi um delicioso momento de despedida.

Para acabar a noite em grande alguns dos voluntários ainda tiveram coragem para ir até ao Céu Azul para um jogo de bilhar, acompanhados pelo nosso amigo brasileiro Rodrigo. Um momento de descontração... a certa altura tomamos conta do bilhar, uma vez ganhava um, uma vez outro e assim por diante.
É com este cheirinho a uma experiência que parece ter passado a correr e já nos preparando para as últimas despedidas de amanhã que fomos para as nossas palhinhas...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sexta-feira, 24 de Agosto


Iniciamos mais um dia rodeados de ambiente africano, hoje marcado por vários momentos significativos e alguns imprevistos.

O acontecimento imprevisto foi a queda do teto da escola do Alto Molucué sobre as inúmeras crianças que a frequenta. A voluntária (Nélia) teve a ocasião de presenciar este acidente e muito assustada dirigiu-se até junto dos outros voluntários para os informar e tomar medidas de pronto socorro para assistência imediata. Apesar do susto, de um modo geral, as crianças envolvidas não sofreram traumatismo, a exceção de uma delas. Pelos testemunhos da população envolvente já é a segunda vez que isto acontece.

A seguir a imagem da escola do Alto Molucué:
 
 
 
Neste dia destaca-se ainda como acontecimento especial o novo penteado ao estilo africano de uma das voluntárias (Nélia) que se submeteu aos sofrimentos de beleza (três horas) imposto pelas mãos artísticas da cabeleireira da “Barbaria da Vila da Pista velha”.  O resultado de tanto sacrifício foi uma bela obra de arte.


Igualmente importante foi o encontro com a Comunidade Religiosa, composta pelo provincial Padre Onório e os restantes Padres: Messias, Carlitos, Damião e o grupo dos nove voluntários, contando com o Rúbem e a Halszka. Desta reunião foi unânime a opinião que o voluntariado realizado por um mês, apesar de ser um tempo muito reduzido, foi muito enriquecedor ao nível da formação e crescimento pessoal para todos.

No que diz respeito ao Rubem e Halszka são os voluntários que continuarão neste projeto até Dezembro, uma vez que estão a fazer a experiência durante um ano. Estes já conhecem algumas realidades concretas de algumas famílias do bairro do Alto Molucué e já começaram a agir dando respostas a algumas problemáticas.

Relativamente a Comunidade Religiosa esta deixou o apelo para que os leigos Dehonianos, com as suas diversas competências continuem a dar apoio e vida a este projeto. Na realidade a comunidade envolvente precisa de promotores de desenvolvimento humanitário local para a sua evolução. E é com esta sugestão que finaliza-se mais um dia de voluntariado na Pista Velha no Alto Molucué- Moçambique 2012-08-25

Marlin Fernandes.

 

 

 

 

                                                                 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Quinta Feira, 23 Agosto

             Começamos a sentir que o final desta caminhada está perto do fim! Já ficamos com alguma nostalgia, e ainda nem partimos desta bela e tocante localidade. O sol pôs-se muito cedo e nós lançamo-nos a realizar as nossas habituais tarefas.
             Na escolinha, foi dia de despedidas. Introduziu-se o novo jogo das letras do abecedário, e de números, executado por todos os voluntários com muita dedicação e carinho. E como foi dia de despedidas, o melhor foi tentar fazer algo de novo e que fizessem felizes as nossas criancinhas. Proporcionamos uma sessão de cinema com o filme “Rio”.

As crianças deliciaram-se com o movimento e melodia ritmada do samba do Brasil, transmitida no filme que visualizaram.
Durante a tarde, foi tempo de “limar as últimas arestas” da decoração da escolinha, colocando as cortinas por nós sugeridas. Uns voluntários de uma maneira, outros de outra forma tentaram finalizar o seu trabalho de modo a que o produto final resulte em pleno.
Amanhã será dia de outras novidades, consultem o nosso blogue e comentem, porque é sempre bom saber o feedback das pessoas que nos acompanham virtualmente!   

As crianças deliciaram-se com o movimento e melodia ritmada do samba do Brasil, transmitida no filme que visualizaram.

 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

Os voluntários começaram a manhã a reciclar um conjunto de disquetes, pintado-as para colocar as letras do abecedário e números, a fim de serem utilizadas como recurso de aprendizagem na Escolinha. Também foram recicladas latas de salsichas, para colocação de lápis e canetas de cores. A Isabel deu asas, novamente, à sua criatividade elaborando os fantoches das formas geométricas.

O Gonçalo deu a graça da arte do seu polegar verde podando a vinha, a pedido do Pe. Onório.

Após o almoço a Marta, o Gonçalo, o Rúben e Halszka decidiram comprovar a lenda da serpente que vive na barragem, atravessando-a corajosamente. Quando lá chegaram, encontraram uma bonita paisagem, ornamentada com habitantes a banharem-se nas águas acastanhadas da barragem, bem como outros aventureiros a atravessarem a barragem. Aqui vão estas imagens para comprovar o feito…

Pela tarde o Pe. Juan deu uma formação para os jovens, com a participação dos voluntários, sobre o voluntariado promovido pela ALVD. Incentivando os jovens Moçambicanos a promoverem iniciativas de voluntariado junto da comunidade local.

No final do dia a Marta decidiu apenas ensaiar um pequeno grupo de jovens assíduos, para maior eficácia e sucesso na apresentação de duas coreografias no Encontro Cultural, a decorrer no próximo sábado.

A fama da “mana Isabel” foi reforçada na formação de Excel dada pela mesma aos formadores do Centro Juvenil, e agora para além de artista, cozinheira, é também a “sabe tudo” e mágica.

Jantámos com a presença de novos hóspedes portugueses que se encontram na Zambésia, a investir na produção de algodão, e com os já nossos conhecidos empresários de tabaco. Assim tivemos presentes a ala do algodão e a do tabaco, faltando apenas os representantes do chá.

O dia terminou com uma reunião para discussão do relatório de actividades concretizadas por nós por estas bandas.

Marta Freitas e Gonçalo Aguiar