sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eu, ALVD e Moçambique, Alto Molocué.

Olá a todos,

Sou a Graça, portadora do BI...., moradora na ...., ;-).
 
Quando entrei na fase dos entas, uma das minhas metas era viajar e ir à descoberta de culturas diferentes, experienciando vivências diferenciadas, mas de forma económica, dando significado às coisas e  me sentir realizada pessoalmente e  ao nível profissional também. Daí eu  denominar as minhas viagens de férias inteligentes porque os domínios cognitivo e socio afetivo progridem.
 
Como faltam-me dois anos para chegar a meio século; tenho a minha irmã numa missão de voluntariado  no Alto Molocué; o meu filho está um homem,  independente dos cuidados básicos prestados por mim;  o meu pai, uma pessoa muitíssimo importante na minha vida, está aos cuidados do meu irmão mais novo, Nélio; então  propus-me a ir  à descoberta de um pedacinho de África, ir ao encontro da Elsa e ir dar um pouco de mim - uma pessoa multifunções -  no próximo mês de Agosto.
 
Esqueci-me de mencionar como é que o voluntariado apareceu na minha vida.
 Há cerca de dois anos, eu e a minha irmã, em conversa, lembramo-nos que podíamos fazer voluntariado fora da Madeira, conciliando  a descoberta de novos lugares com  o servir os outros. 
Certo dia, na minha escola - Básica dos 2º e 3º ciclos Cónego JJG de Andrade -, tomei o  pequeno almoço com um irmão dehoniano. Na linha da nossa conversa, falamos sobre Madagáscar, voluntariado e foi como obtive o número de telefone do Padre Juan Noite, da ALVD. 


Assim, daqui a uns dias, vou embarcar numa experiência vivencial para  num espaço diferente, ambíguo e  maravilhoso, onde vou aperfeiçoar ou criar competências e recursos.
Mais uma  viagem de descoberta pessoal.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Apresentação dos elementos do grupo "Agosto 2013" - Pe. Juan Noite

Olá amigas e amigos...
Falta praticamente 1 semana para que mais um grupo de 8 pessoas rume a Moçambique, mais concretamente à provincia da Zambézia, cidade do Alto Molócuè, para mais uma experiência de missão.
Nos próximos dias faremos então a apresentação de cada um dos elementos deste grupo, um em cada dia... apresentação feita em modo de auto-retrato.
E como alguém tinha de dar o exemplo... aqui vou eu!


Meu nome é Juan Noite e sou sacerdote religioso dehoniano há quase 12 anos! Nome provindo da terra dos Miras (como se diz em bom madeirense) onde nasci há 40 anos!
Desde 2003 tenho trabalhado no Colégio Missionário, passando pela pastoral juvenil, pastoral vocacional e formação!
Além disto, estou envolvido desde 2005 no projecto da ALVD aqui na Madeira! Tudo começou em finais de 2005 quando alguém me lançou um repto: formar um grupo de voluntários para fazer uma experiência missionária em Moçambique. Juntamente com uma voluntária que já lá tinha estado (a Ana Luisa) e lançando o desafio a outros que já conhecia na Madeira, assim se formou o primeiro projecto de missão a Moçambique, com um número "profético": os 7.
A partir dessa experiência em Agosto de 2006 nascia o núcleo da ALVD na Madeira...

Podemos dizer que não sou novato nestas experiências, pois esta será a 4ª vez que acompanho um grupo a Moçambique (2006, 2009, 2012 e 2013).

O que lá vou realizar durante este mês... um pouco de tudo. Desde a coordenação do grupo de voluntários, estar disponível para ajudar os voluntários em tudo o que for necessário e sobretudo ajudar na formação religiosa do grupo juvenil do Centro Juvenil Padre Dehon... estar disponível para apoiar a comunidade religiosa em tudo o que for necessário, desde confessar, preparar algum encontro específico, celebrar em alguma comunidade quando necessário!
Embora esta seja a 4ª vez que participo, cada vez é sempre diferente da anterior pois os voluntários são diferentes e isso torna cada experiência de missão única e irrepetivel!

Lembro como se fosse hoje quando o ano passado cheguei a uma comunidade e  um dos locais partilhou a sua alegria pela nossa presença pois significava que não nos tinhamos esquecido deles!
Cada projecto de missão é uma continuação... um trabalho que herdamos de grupos anteriores e só assim nesta continuidade se constrói um projecto sólido e se transformam as realidades!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Compromisso o novo grupo de voluntários - Agosto 2013

Olá amigas e amigos do nosso blog.
Estamos de volta à aventura!
Embora o blog tenha estado parado, pois serviu essencialmente para manter o contacto do grupo de voluntários de 2012 com os seus amigos, relatando a sua experiência de missão, eis que ele retoma a sua actividade...
Agora com um novo grupo de 7 voluntários novos e 1 que já vai fazendo disto um habituè...
Depois de um longo periodo de formação, desde Setembro de 2012 com a passagem de testemunho do grupo de Agosto 2012, eis que mais 8 aventureiros e aventureira se juntam à maior aventureira que já partiu para o Alto Molócuè em Março e onde ficará a desenvolver a sua missão até dezembro de 2013. Falo da nossa voluntária Ana Elsa Dias...

E a aventura deste novo grupo de 8 volutários, que se juntarão à Elsa e à comunidade religiosa do Molucuè, teve um marco importante na sexta-feira passada, no Colégio Missionário, onde se procedeu ao rito de envio.
Todos felizes e contentes, prestes a iniciar mais uma aventura por terra Alto Molocuanas (acho que acabei de inventar uma palavra... deve ser inspiração do Mia Couto).

Aqui vai a foto do grupo... nos próximos dias passaremos à apresentação de cada um dos protagonistas desta nova aventura ALVD "Agosto 2013"!


Stay tunned... ou melhor... blogged!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Ruben Vivia no Alto Molucué quando lá fomos.
Tinha estudado Com um Pintor moçambicano de sucesso que tem uma escola em Queliman.
Não tinha papel nem tintas para pintar, O que deve ser o pior tormento para um artista. Ensinei-lhe a pintar com o computador,mas as impressões e o acesso ao computador são dificeis nessa terra.
Por sorte tinha levado um bloco e uns gouaches. Com isso pode pintar uns quadros que o Senhor Padre Juan lhe comprou. São esses quadros que vão estar á venda, na primeira exposição dele no jantar que a ALVD vai fazer. Vejam o cartaz e ajudem-nos a ajudá-lo

sábado, 22 de setembro de 2012

Uma experiência única



Partilho convosco um testemunho meu, elaborado para o boletim de informação "Entre nós" de Setembro, de contacto com os grupos missionários

A ALVD (Associação Leigos Voluntários Dehonianos), associação que se dedica ao voluntariado missionário, permitiu mais uma vez uma experiência de missão a 6 leigos, acompanhados pelo Pe. Juan.
Depois de um ano de preparação e de formação, a realização de várias actividades em vários pontos da ilha, este grupo partiu para Moçambique, mais concretamente para o Alto Molócuè, onde está uma comunidade dehoniana e um centro juvenil.
Este grupo de voluntários dedicou-se, ao longo do mês de Agosto, a uma variedade de actividades de apoio Centro Juvenil Padre Dehon. Os campos privilegiados da nossa missão foram sobretudo a informática (actualização dos computadores do centro e formação de formadores), a Escolinha (uma pré-escola que funciona no centro, acolhendo cerca de 40 crianças entre os 4 e os 6 anos), e o apoio à biblioteca do centro, que chega a receber por dia cerca de umas 100 visitas. Além disso, dedicamo-nos a outras actividades tal como a dança.
Foi uma experiência muito importante para estes voluntários, pois permitiu-lhes conhecer outra cultura diferente da nossa, como também os missionários dehonianos que trabalham em Moçambique e a sua dedicação em favor da evangelização e promoção humana.
Mais do que levar e fazer coisas, viemos cheios da riqueza deste povo, das crianças e dos jovens, da alegria com que vivem e testemunham a sua fé. Era sempre um momento muito especial quando ao domingo acompanhávamos os missionários às comunidades, a forma como nos acolhiam e viviam a Eucaristia. Aqui percebemos plenamente o sentido de que a Eucaristia é verdadeiramente uma festa, com muita música e dança e grande disponibilidade para acolher a Palavra de Deus.
Enfim… um mês passou a correr e parece que não foi nada. Porém foi muito para aqueles que tiveram o privilégio de fazer esta experiência. Muita coisa para processar à medida que vamos voltando ao quotidiano e rotina do nosso trabalho.
Certamente que viemos diferentes… mais ricos de conhecimento, de cultura, mas sobretudo mais felizes por podermos participar, mesmo que de forma muito ténue, no trabalho que os missionários realizam nas missões ad gentes.
Uma vez alguém me disse que quem vai à Africa volta diferente… não tanto exteriormente, mas sobretudo interiormente. Embora seja a terceira vez que volte a Africa, acompanhando grupos de voluntários, cada vez que lá volto é diferente, volto mais rico.

Pe. Juan Noite, scj

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Férias em modo de Voluntariado

Este ano tive umas férias diferentes. Podia ter ido apanhar sol para um resort numa qualquer ilha paradisíaca ou passear numa qualquer cidade cosmopolita para ver museus e fazer compras, mas não.

Optei por integrar uma Missão de Voluntariado através da ALVD – Associação de Leigos Voluntários Dehonianos, durante o mês de Agosto em Moçambique, no Centro Juvenil Padre Dehon do Alto Molócuè, na província da Zambézia.

Para lá chegar, desde Outubro do ano passado frequentei uma formação de preparação para esta Missão, juntamente com mais 6 pessoas (Nélia, Marlin, Isabel, Marta, Gonçalo e Pe. Juan). Esta formação foi orientada por voluntários que já tiveram experiência em missão e como tal transmitiram o seu conhecimento de causa, por vezes difícil de entender por quem lá nunca esteve. Este conhecimento foi completamente desmistificado após conhecimento da realidade local, porque o que se planeia nem sempre corre como queremos e como imaginamos. É necessário aprender a ultrapassar esta grande barreira e aceitar a realidade tal como ela é, e saber dar a volta a determinadas situações, para as quais nem sempre estamos preparados. Este ponto fez parte da adaptação à missão que depois de ultrapassado, faz com que tudo corra bem! Serviu também para criar laços e sentido de interajuda entre todos, que foi plenamente aplicado durante a missão (e continuará a ser).

Tive o privilégio de conhecer algumas pessoas pelas quais tenho uma grande admiração entre os quais: Pe. Onorio Matti e Pe. Ilario Verri, ambos pela sua persistência, paciência e dedicação aos outros e o Pe. Elia Ciscato, pelo seu vasto estudo e conhecimento da cultura local que transmitiu durante a visita a uma comunidade local. A sensação que tive foi a de estar a ver um documentário sobre a vida natural em África mas in loco.

O trabalho propriamente dito da Missão decorreu no Centro Juvenil Pe. Dehon, sendo dividido em várias vertentes (escolinha, informática, biblioteca, aulas de inglês, de musica e de dança). Estive muito próxima de jovens adolescentes que frequentam a biblioteca após as aulas, para terem acesso aos manuais escolares onde copiam a matéria dada pelos professores, devido a não terem possibilidades de os adquirirem. Muitos deles aproveitavam para esclarecer dúvidas e ajuda nos trabalhos de casa. É notório que existe uma grande dificuldade no raciocino lógico e assimilação de conceitos. Esta situação deve-se principalmente à má alimentação e por vezes também uma má preparação dos professores. Existe um longo caminho a percorrer para que esta situação seja ultrapassada, fazendo com que se ultrapasse a barreira de pensar apenas para o dia, passando a se criar estruturas de preparação para o futuro.


A oportunidade de conhecer diferentes pessoas, realidades, mentalidades foi extremamente gratificante, assim como poder observar e guardar na memória as vastas e extasiantes paisagens.

Tudo isto faz com que fique sempre a sensação que o trabalho da missão está inacabado, ficando sempre a vontade de querer voltar. Dizem que não se deve voltar ao sítio onde fomos felizes, mas neste caso é inevitável. Qualquer pessoa que pise solo africano, de certeza que nunca mais será capaz de ver o mundo da mesma prespectiva e acredito que todos podemos ser felizes, mesmo aproveitando o que de menos bom está a nossa volta, transformando (transfigurando) em oportunidades para a mudança. É isto que recebi!

Cláudia Sá
17/09/2012
Texto publicado no Blog da ALVD - Associação de Leigos Voluntários Dehonianos: http://alvd2010-2020.blogspot.pt/2012/09/ferias-em-modo-de-voluntariado.html

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quarta Feira, dia 29 de Agosto: A partida

Quarta feira, dia 29 de Agosto

Este foi um dia muito agitado para o nosso grupo de voluntários. Foi dia de regresso, onde todos trazem gravado no coração uma experiência unica e verdadeiramnete rica! Por outro lado, trazemos também conosco um misto de emoções...alegrias, tristezas, nostalgia, impotencia face a tanta necessidade, realização pessoal...enfim, completa ou não, a missão foi cumprida, e todos deram o seu melhor! Estamos certos que a nossa forma de ser e estar perante a vida toma agora uma  atitude  mais positiva!
O nosso dia foi de viagens desde o amanhecer até ao anoitecer. Saimos de Nampula pelas 11h00m da manhã, rumo a Pemba que fica a 30m de voo. Foi hora de despedida dos nossos 2 amigos voluntarios que só regressam no próximo mês de Novembro e do Pe Onório que nos acolheu duma forma que a todos agradou, durante toda a nossa estadia. Aqui ficou a promessa duma possivel visita à Madeira !
Saimos de Pemba e passadas 2h00m aproximadamente, chegamos a Dar-Es-Salam. No aeroporto tivemos uma recpção fora do comum....um aparato de jornalistas, dois carros de bombeiros em ação, e toda a gente a olhar para o nosso avião. De repente os bombeiros começaram a regar o nosso aparelho voador, e eu por momentos pensei que havia "bomba" ou "incendio " a bordo. Nossas dúvidas foram logo resolvidas quando a hospedeira de bordo nos informou que eram apenas formalismos próprios de boas vindas a um "Chefe" não sei das quantas... No transfer da Tanzania para o Dubai, tal como a vinda, foi um caus! Apenas duas pessoas ao balcão, e onde o dinheiro falava mais alto para quem quisesse fazer o check in o mais rápido possivel.
Saimos de Dar-Es-Salam, e no conforto da Companhia de aviação Emirates Airlines seguimos 7h a 8h horas aproximadamente de voo até ao Dubai. Aqui, o grupo subdividiu-se. A Isabel ,o Gonçalo e a Marta seguiram para um Hotel dos arredores, pois irão permencer dois dias aqui. Já a Nélia, o Pe Juan, a Marlin e a Claudia, procuraram conhecer a cidade o mais rápido possivel, pois só tinham uma noite pela frente, e partiariam para Portugal na manhã seguinte. Apesar da exaustão, passamos a noite toda a conhecer todos os pontos estratégicos e turisticos da cidade. Estavam 35 graus, e o ar era quase irespirável...mas lá sobrevivemos e conhecemo um pouco da riqueza abismal deste país. Na manhã seguinte lá estavamos nós prontos a seguir viagem para Portugal Continental!
 
 
A partida de Nampula