O Ruben Vivia no Alto Molucué quando lá fomos.
Tinha estudado Com um Pintor moçambicano de sucesso que tem uma escola em Queliman.
Não tinha papel nem tintas para pintar, O que deve ser o pior tormento para um artista. Ensinei-lhe a pintar com o computador,mas as impressões e o acesso ao computador são dificeis nessa terra.
Por sorte tinha levado um bloco e uns gouaches. Com isso pode pintar uns quadros que o Senhor Padre Juan lhe comprou. São esses quadros que vão estar á venda, na primeira exposição dele no jantar que a ALVD vai fazer. Vejam o cartaz e ajudem-nos a ajudá-lo
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Uma experiência única
Partilho convosco um testemunho meu, elaborado para o boletim de informação "Entre nós" de Setembro, de contacto com os grupos missionários
A ALVD (Associação Leigos
Voluntários Dehonianos), associação que se dedica ao voluntariado missionário,
permitiu mais uma vez uma experiência de missão a 6 leigos, acompanhados pelo
Pe. Juan.
Depois de um ano de preparação
e de formação, a realização de várias actividades em vários pontos da ilha,
este grupo partiu para Moçambique, mais concretamente para o Alto Molócuè, onde
está uma comunidade dehoniana e um centro juvenil.
Este grupo de voluntários
dedicou-se, ao longo do mês de Agosto, a uma variedade de actividades de apoio
Centro Juvenil Padre Dehon. Os campos privilegiados da nossa missão foram
sobretudo a informática (actualização dos computadores do centro e formação de
formadores), a Escolinha (uma pré-escola que funciona no centro, acolhendo
cerca de 40 crianças entre os 4 e os 6 anos), e o apoio à biblioteca do centro,
que chega a receber por dia cerca de umas 100 visitas. Além disso, dedicamo-nos
a outras actividades tal como a dança.
Foi uma experiência muito
importante para estes voluntários, pois permitiu-lhes conhecer outra cultura
diferente da nossa, como também os missionários dehonianos que trabalham em
Moçambique e a sua dedicação em favor da evangelização e promoção humana.
Mais do que levar e fazer
coisas, viemos cheios da riqueza deste povo, das crianças e dos jovens, da
alegria com que vivem e testemunham a sua fé. Era sempre um momento muito
especial quando ao domingo acompanhávamos os missionários às comunidades, a
forma como nos acolhiam e viviam a Eucaristia. Aqui percebemos plenamente o
sentido de que a Eucaristia é verdadeiramente uma festa, com muita música e
dança e grande disponibilidade para acolher a Palavra de Deus.
Enfim… um mês passou a correr
e parece que não foi nada. Porém foi muito para aqueles que tiveram o
privilégio de fazer esta experiência. Muita coisa para processar à medida que
vamos voltando ao quotidiano e rotina do nosso trabalho.
Certamente que viemos
diferentes… mais ricos de conhecimento, de cultura, mas sobretudo mais felizes
por podermos participar, mesmo que de forma muito ténue, no trabalho que os
missionários realizam nas missões ad gentes.
Uma vez alguém me disse que
quem vai à Africa volta diferente… não tanto exteriormente, mas sobretudo interiormente.
Embora seja a terceira vez que volte a Africa, acompanhando grupos de
voluntários, cada vez que lá volto é diferente, volto mais rico.
Pe. Juan Noite, scj
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Férias em modo de
Voluntariado
Este ano tive umas férias diferentes. Podia ter ido apanhar
sol para um resort numa qualquer ilha paradisíaca ou passear numa qualquer
cidade cosmopolita para ver museus e fazer compras, mas não.
Optei por integrar uma Missão de Voluntariado através da ALVD – Associação de Leigos Voluntários Dehonianos, durante o mês de Agosto em Moçambique, no Centro Juvenil Padre Dehon do Alto Molócuè, na província da Zambézia.
Para lá chegar, desde Outubro do ano passado frequentei uma formação de preparação para esta Missão, juntamente com mais 6 pessoas (Nélia, Marlin, Isabel, Marta, Gonçalo e Pe. Juan). Esta formação foi orientada por voluntários que já tiveram experiência em missão e como tal transmitiram o seu conhecimento de causa, por vezes difícil de entender por quem lá nunca esteve. Este conhecimento foi completamente desmistificado após conhecimento da realidade local, porque o que se planeia nem sempre corre como queremos e como imaginamos. É necessário aprender a ultrapassar esta grande barreira e aceitar a realidade tal como ela é, e saber dar a volta a determinadas situações, para as quais nem sempre estamos preparados. Este ponto fez parte da adaptação à missão que depois de ultrapassado, faz com que tudo corra bem! Serviu também para criar laços e sentido de interajuda entre todos, que foi plenamente aplicado durante a missão (e continuará a ser).
Tive o privilégio de conhecer algumas pessoas pelas quais tenho uma grande admiração entre os quais: Pe. Onorio Matti e Pe. Ilario Verri, ambos pela sua persistência, paciência e dedicação aos outros e o Pe. Elia Ciscato, pelo seu vasto estudo e conhecimento da cultura local que transmitiu durante a visita a uma comunidade local. A sensação que tive foi a de estar a ver um documentário sobre a vida natural em África mas in loco.
O trabalho propriamente dito da Missão decorreu no Centro Juvenil Pe. Dehon, sendo dividido em várias vertentes (escolinha, informática, biblioteca, aulas de inglês, de musica e de dança). Estive muito próxima de jovens adolescentes que frequentam a biblioteca após as aulas, para terem acesso aos manuais escolares onde copiam a matéria dada pelos professores, devido a não terem possibilidades de os adquirirem. Muitos deles aproveitavam para esclarecer dúvidas e ajuda nos trabalhos de casa. É notório que existe uma grande dificuldade no raciocino lógico e assimilação de conceitos. Esta situação deve-se principalmente à má alimentação e por vezes também uma má preparação dos professores. Existe um longo caminho a percorrer para que esta situação seja ultrapassada, fazendo com que se ultrapasse a barreira de pensar apenas para o dia, passando a se criar estruturas de preparação para o futuro.
Optei por integrar uma Missão de Voluntariado através da ALVD – Associação de Leigos Voluntários Dehonianos, durante o mês de Agosto em Moçambique, no Centro Juvenil Padre Dehon do Alto Molócuè, na província da Zambézia.
Para lá chegar, desde Outubro do ano passado frequentei uma formação de preparação para esta Missão, juntamente com mais 6 pessoas (Nélia, Marlin, Isabel, Marta, Gonçalo e Pe. Juan). Esta formação foi orientada por voluntários que já tiveram experiência em missão e como tal transmitiram o seu conhecimento de causa, por vezes difícil de entender por quem lá nunca esteve. Este conhecimento foi completamente desmistificado após conhecimento da realidade local, porque o que se planeia nem sempre corre como queremos e como imaginamos. É necessário aprender a ultrapassar esta grande barreira e aceitar a realidade tal como ela é, e saber dar a volta a determinadas situações, para as quais nem sempre estamos preparados. Este ponto fez parte da adaptação à missão que depois de ultrapassado, faz com que tudo corra bem! Serviu também para criar laços e sentido de interajuda entre todos, que foi plenamente aplicado durante a missão (e continuará a ser).
Tive o privilégio de conhecer algumas pessoas pelas quais tenho uma grande admiração entre os quais: Pe. Onorio Matti e Pe. Ilario Verri, ambos pela sua persistência, paciência e dedicação aos outros e o Pe. Elia Ciscato, pelo seu vasto estudo e conhecimento da cultura local que transmitiu durante a visita a uma comunidade local. A sensação que tive foi a de estar a ver um documentário sobre a vida natural em África mas in loco.
O trabalho propriamente dito da Missão decorreu no Centro Juvenil Pe. Dehon, sendo dividido em várias vertentes (escolinha, informática, biblioteca, aulas de inglês, de musica e de dança). Estive muito próxima de jovens adolescentes que frequentam a biblioteca após as aulas, para terem acesso aos manuais escolares onde copiam a matéria dada pelos professores, devido a não terem possibilidades de os adquirirem. Muitos deles aproveitavam para esclarecer dúvidas e ajuda nos trabalhos de casa. É notório que existe uma grande dificuldade no raciocino lógico e assimilação de conceitos. Esta situação deve-se principalmente à má alimentação e por vezes também uma má preparação dos professores. Existe um longo caminho a percorrer para que esta situação seja ultrapassada, fazendo com que se ultrapasse a barreira de pensar apenas para o dia, passando a se criar estruturas de preparação para o futuro.
A oportunidade de conhecer diferentes pessoas, realidades, mentalidades foi
extremamente gratificante, assim como poder observar e guardar na memória as
vastas e extasiantes paisagens.
Tudo isto faz com que fique sempre a sensação que o trabalho da missão está inacabado, ficando sempre a vontade de querer voltar. Dizem que não se deve voltar ao sítio onde fomos felizes, mas neste caso é inevitável. Qualquer pessoa que pise solo africano, de certeza que nunca mais será capaz de ver o mundo da mesma prespectiva e acredito que todos podemos ser felizes, mesmo aproveitando o que de menos bom está a nossa volta, transformando (transfigurando) em oportunidades para a mudança. É isto que recebi!
Cláudia Sá
17/09/2012
Tudo isto faz com que fique sempre a sensação que o trabalho da missão está inacabado, ficando sempre a vontade de querer voltar. Dizem que não se deve voltar ao sítio onde fomos felizes, mas neste caso é inevitável. Qualquer pessoa que pise solo africano, de certeza que nunca mais será capaz de ver o mundo da mesma prespectiva e acredito que todos podemos ser felizes, mesmo aproveitando o que de menos bom está a nossa volta, transformando (transfigurando) em oportunidades para a mudança. É isto que recebi!
Cláudia Sá
17/09/2012
Texto publicado no Blog da ALVD - Associação de Leigos Voluntários Dehonianos: http://alvd2010-2020.blogspot.pt/2012/09/ferias-em-modo-de-voluntariado.html
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Quarta Feira, dia 29 de Agosto: A partida
Quarta feira, dia 29 de Agosto
Este foi um dia muito agitado para o nosso grupo de voluntários. Foi dia de regresso, onde todos trazem gravado no coração uma experiência unica e verdadeiramnete rica! Por outro lado, trazemos também conosco um misto de emoções...alegrias, tristezas, nostalgia, impotencia face a tanta necessidade, realização pessoal...enfim, completa ou não, a missão foi cumprida, e todos deram o seu melhor! Estamos certos que a nossa forma de ser e estar perante a vida toma agora uma atitude mais positiva!
O nosso dia foi de viagens desde o amanhecer até ao anoitecer. Saimos de Nampula pelas 11h00m da manhã, rumo a Pemba que fica a 30m de voo. Foi hora de despedida dos nossos 2 amigos voluntarios que só regressam no próximo mês de Novembro e do Pe Onório que nos acolheu duma forma que a todos agradou, durante toda a nossa estadia. Aqui ficou a promessa duma possivel visita à Madeira !
Saimos de Pemba e passadas 2h00m aproximadamente, chegamos a Dar-Es-Salam. No aeroporto tivemos uma recpção fora do comum....um aparato de jornalistas, dois carros de bombeiros em ação, e toda a gente a olhar para o nosso avião. De repente os bombeiros começaram a regar o nosso aparelho voador, e eu por momentos pensei que havia "bomba" ou "incendio " a bordo. Nossas dúvidas foram logo resolvidas quando a hospedeira de bordo nos informou que eram apenas formalismos próprios de boas vindas a um "Chefe" não sei das quantas... No transfer da Tanzania para o Dubai, tal como a vinda, foi um caus! Apenas duas pessoas ao balcão, e onde o dinheiro falava mais alto para quem quisesse fazer o check in o mais rápido possivel.
Saimos de Dar-Es-Salam, e no conforto da Companhia de aviação Emirates Airlines seguimos 7h a 8h horas aproximadamente de voo até ao Dubai. Aqui, o grupo subdividiu-se. A Isabel ,o Gonçalo e a Marta seguiram para um Hotel dos arredores, pois irão permencer dois dias aqui. Já a Nélia, o Pe Juan, a Marlin e a Claudia, procuraram conhecer a cidade o mais rápido possivel, pois só tinham uma noite pela frente, e partiariam para Portugal na manhã seguinte. Apesar da exaustão, passamos a noite toda a conhecer todos os pontos estratégicos e turisticos da cidade. Estavam 35 graus, e o ar era quase irespirável...mas lá sobrevivemos e conhecemo um pouco da riqueza abismal deste país. Na manhã seguinte lá estavamos nós prontos a seguir viagem para Portugal Continental!
A partida de Nampula
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Sexta-feira, 31 de Agosto
O Pe. Juan, a Nélia, a Marlin e
eu (Cláudia) fomos passear pelos caminhos de Portugal. Saímos de Lisboa rumo a
Fátima, onde assistimos à missa, visitamos o santuário e acendemos algumas velas
e almoçamos. No caminho de regresso passamos pela Batalha, visitamos o mosteiro;
por Alcobaça, visitamos o mosteiro; por Óbidos, bebemos uma ginja num copo de
chocolate; e por Sintra, onde provamos um típico travesseiro na Pastelaria
Periquita (o Mico da Câmara Pereira também lá estava). Acabamos o nosso passeio
no Centro Comercial Amoreiras a jantar.
domingo, 26 de agosto de 2012
Domingo, 26 de Agosto
Subscrever:
Mensagens (Atom)


