terça-feira, 7 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
6 de Agosto - Início de actividades
O dia começou bem cedo com as
Laudes, seguido de missa onde foi celebrado o dia da Transfiguração do Senhor.
Durante a homilia foi referido pelo Pe. Onorio que a presença dos voluntários
na Missão do Alto Molócué pode ser considerada a procura de uma possível forma
de transfiguração.
Foi o dia em que os voluntários
iniciaram os seus trabalhos de intervenção no Centro Juvenil: a Isabel e o
Gonçalo estiveram ocupados a verificar o estado dos computadores da Sala de
Informática; a Nélia, a Marta e a Marlin estiveram a realizar actividades na
Escolinha; a Cláudia esteve a dar apoio aos alunos que frequentam a Biblioteca;
o Pe. Juan esteve a supervisionar o grupo e ocupado com alguns afazeres
religiosos relacionados com os frequentadores da Missão, também participou no jogo de volei. Para finalizar o
primeiro dia de trabalho, a Marta orientou uma aula de aeróbica e dança, onde
os jovens em conjunto com os restantes voluntários divertiram-se imenso.
Tivemos oportunidade de visitar o
rio Molócué, acompanhados pelo Rubén (“que já conhece os cantos à casa”),
também voluntário que já se encontra na missão acompanhado pela Halska desde o
mês de Abril. Neste passeio tivemos oportunidade de conhecer o bairro vizinho
da Missão e observar algumas das tarefas do dia-a-dia dos habitantes locais. É
no rio que as mulheres lavam a roupa e fazem a sua higiene em conjunto com as
crianças, enquanto que os homens tomam banho sempre a montante.
Ao fim da tarde a comunidade
local reuniu-se para receber a visita do Bispo do Gurué, Dom Francisco, que
permanecerá cá durante o mês de Agosto. Foi recebido em clima de festa que é
tão característico do povo moçambicano: canções, batuques, palmas e muita
dança.
O Pe. Elia Ciscato regressou hoje
a Nampula, após nos ter acompanhado durante estes primeiros dias. O seu
testemunho riquíssimo sobre a cultura Lomwé foi e é importante para a nossa
integração no meio onde estaremos a intervir diariamente durante este mês.
Após o jantar, o Pe. Juan pegou
na viola e com a sua alegria contagiante tocou e cantou o seu vasto reportório,
acompanhado pelos voluntários.
Cláudia Sá
domingo, 5 de agosto de 2012
Hoje, domingo dia 05 de Agosto deslocámo-nos a 2 diferentes localidades logo pela manhã.O grupo de voluntarios dividiu-se em 2 semi-grupos: padre Juan, Gonçalo, Isabel e a Marta, com a companhia do padre Damião, deslocaram-se à comunidade Muriko - Namulha. O outro grupo de voluntários: Nélia, Claudia e Marilin foram até à comunidade Muriko-Ntxone ,com a presença do padre Onorio.
Pela tarde quando nos reencontramos, fomos de opinião geral que regressamos mais ricos a nivel pessoal e social.
Em Muriko-Ntxone a cerimonia dominical, foi celebrada alegremente com a realização de 3 casamentos e 30 batismos. Os noivos apresentavam-se com a seguinte indumentária: Mulher - vestido branco com uma especie de véu curto da mesma cor, um cinto de pele , cor vermelho, preto e outro em tecido estampado. Já o noivo, trazia vestido um fato escuro (azul escuro e preto) com uma gravata colorida. As noivas calçavam sapatos variados (desde sapatilhas, chinelos de plástico etc), os homens com sapatos escuros. Os noivos também foram os protogonistas dos batismos juntamente com os seus filhos e outras pessoas pertencentes ao grupo. Os batizantes que eram crianças pequenas, jovens e adultos tambem traziam vestido roupa branca, onde as meninas adornavam a cabeça com um véu. Curiosamente, durante toda a cerimónia, tanto os noivos como os batizantes mantiveram sempre a mesma postura : cabisbaixos, e sem reação ao que se ia passando . Por vezes notava-se que adormeciam sentados, tal era a sua imobilidade.
De referir ainda, e segundo a informação dada pelo padre Onorio, que estas vestes não são as genuínas. As capulanas foram substituidas por uma imitação dos vestuário dos povos ocidentais. Esta situação resulta do fenómeno da colonização. Depois da cerimonia que foi entoada por vozes espetaculares bem como otimos dançarinos a comunidade reuniu-se à nossa volta com muita curiosidade e alguma timidez. Foi-nos oferecido um almoço, sem direito a talheres e com o que de melhor havia: galinha, xima, e arroz. Foi uma experiência cheia de surpresas e inovação onde todos saimos satisfeitos.
por Nélia Cardoso
Eu acrescento apenas que em Muriko - Namulha foi o mesmo e que os véus das noivas eram cortinas. e todos usavam óculos e sombrinha ...
Vamos tentar postar fotos, logon que consigamos
Pela tarde quando nos reencontramos, fomos de opinião geral que regressamos mais ricos a nivel pessoal e social.
Em Muriko-Ntxone a cerimonia dominical, foi celebrada alegremente com a realização de 3 casamentos e 30 batismos. Os noivos apresentavam-se com a seguinte indumentária: Mulher - vestido branco com uma especie de véu curto da mesma cor, um cinto de pele , cor vermelho, preto e outro em tecido estampado. Já o noivo, trazia vestido um fato escuro (azul escuro e preto) com uma gravata colorida. As noivas calçavam sapatos variados (desde sapatilhas, chinelos de plástico etc), os homens com sapatos escuros. Os noivos também foram os protogonistas dos batismos juntamente com os seus filhos e outras pessoas pertencentes ao grupo. Os batizantes que eram crianças pequenas, jovens e adultos tambem traziam vestido roupa branca, onde as meninas adornavam a cabeça com um véu. Curiosamente, durante toda a cerimónia, tanto os noivos como os batizantes mantiveram sempre a mesma postura : cabisbaixos, e sem reação ao que se ia passando . Por vezes notava-se que adormeciam sentados, tal era a sua imobilidade.
De referir ainda, e segundo a informação dada pelo padre Onorio, que estas vestes não são as genuínas. As capulanas foram substituidas por uma imitação dos vestuário dos povos ocidentais. Esta situação resulta do fenómeno da colonização. Depois da cerimonia que foi entoada por vozes espetaculares bem como otimos dançarinos a comunidade reuniu-se à nossa volta com muita curiosidade e alguma timidez. Foi-nos oferecido um almoço, sem direito a talheres e com o que de melhor havia: galinha, xima, e arroz. Foi uma experiência cheia de surpresas e inovação onde todos saimos satisfeitos.
por Nélia Cardoso
Eu acrescento apenas que em Muriko - Namulha foi o mesmo e que os véus das noivas eram cortinas. e todos usavam óculos e sombrinha ...
Vamos tentar postar fotos, logon que consigamos
sábado, 4 de agosto de 2012
Dia 3 - A inculturação continua
A noite passada foi animada. Após o encontro com o Pe.
Carlitos algumas cabeças começaram a funcionar a alta rotação e começou o
turbilhão de ideias que se prolongou um pouco pela noite fora. Foi necessário
que os inquilinos do rés do chão da casa dos voluntários manifestassem o seu
gosto por dormir… depois de alguns cochichos tudo voltou ao normal. E Assim
dormimos como anjinhos.
Este dia foi marcado pela continuada inculturação com o
Pe. Ciscato. Na parte da manhã, em duas sessões, o nosso antropólogo falou-nos
dos funerais, ritos fúnebres e culto aos mortos, algo importante da cultura
tradicional dos lomwe. Não pensem que foi um discurso depressivo, pois é isso
que se pensa quando falamos em morte!
Em primeiro lugar a morte é vivida como um acontecimento
familiar e comunitário. O grito e o choro iniciais são um alerta aos familiares
que vivem ali perto e que acorrem em sinal de solidariedade.
Em segundo lugar, a morte é vista como passagem, como
algo natural da vida humana, começando assim uma nova realidade. Por isso, eles
fazem da sepultura uma segunda casa, onde colocam os utensílios que a pessoa
falecida usava e precisará para a nova realidade que começa.
Em terceiro lugar, a morte marca para a família um novo
começo. Normalmente os familiares mais próximos rapam o cabelo (a não ser que
se suspeitem de culpa pela morta da vítima) e vão tomar banho ao rio. Há algumas
situações em que a casa da pessoa falecida é destruída, tendo os outros membros
dessa casa ter de construir uma nova casa. É o início de uma nova vida.
Na parte da tarde fomos visitar um dos locais
significativos da presença dos dehonianos em Moçambique. Estivemos naquele
lugar que foi a primeira comunidade dos missionários dehonianos em Moçambique.
Refiro-me a Malua, a poucos quilómetros do Alto Molócuè.
Nesse local destaca-se uma imponente igreja, que em
tempos foi o centro da missão, onde acorriam todas as comunidades para a
celebração da eucaristia dominical.
A partir dos anos 70, com os influxos do Concílio
Vaticano II os missionários começaram a deslocar-se às pequenas comunidades,
método que actualmente conhecido pelas comunidades ministeriais. Hoje esta
grande igreja é só usada pela comunidade local regularmente e sendo actualmente
um santuários de devoção a Maria Rainha do Mundo.
Entusiastamente o pe. Ciscato falou-nos dos primeiros
anos dos missionários e de algumas aventuras durante o período da guerra civil.
Assim finalizamos a nossa inculturação massiva que o pe.
Ciscato nos fez. É um privilégio uma oportunidade como estas para conhecer uma
cultura, com a simplicidade e sabedoria prática de um homem que há tantos anos
vive com este povo.
O nosso grande obrigado ao pe. Ciscato e ao seu
testemunho simples e autêntico.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Chegada e inserção no Alto Molócuè
Eram meia-noite e três minutos do dia 2 de agosto, estávamos a chegar à comunidade do Alto Molócuè.
Para trás ficaram dois dias de viagens. Saímos da Madeira às 7.30h, com uma pequena paragem em Alfragide para o almoço e às 17.50h iniciávamos a viagem rumo a Moçambique, com escalas no Dubai, Dar es Salam (Tanzânia), Pemba e Nampula. Diríamos que é uma viagem para recordar, onde se tocaram os extremos de aeroportos magníficos (Dubai) e aeroportos confusos (Dar es Salam). O importante é que conseguimos chegar ao fim (Nampula) sãos e salvos com todas as nossas bagagens. A juntar à viagem de avião tivemos a viagem de carro de 2h e meia até o Alto Molócuè com algumas peripécias… acidente entre camião e carro (não o nosso felizmente) e alguns arrepios de frio!
A primeira manhã foi para o repouso do corpo e conseguirmos acertar o nosso horário de sono perdido.
Depois do almoço começamos a nossa primeira actividade que ocuparia os dois primeiros dias com o pe. Ciscato. O pe. Ciscato é um missionário que está há mais de 40 anos em Moçambique e especializado em antropologia cultural. Ninguém melhor do que ele para nos ajudar a entender e perceber a bonita cultura deste povo, mais especificamente da cultura Lomwe.
Esta formação dividiu-se em dois blocos: o primeiro bloco com uma introdução teórica geral da cultura lomwe e o segundo bloco com uma extensiva visita de campo junto da população.
Uma formação muito rica, sobretudo a parte prática, em que pudemos não só conhecer os costumes em si como a cumplicidade que o Pe. Ciscato tem com esta gente. Um homem acolhido e respeitado por este povo… um grande testemunho de vida do trabalho deste missionário junto das comunidades.
Na tarde do nosso segundo dia tivemos uma reunião com a comunidade religiosa para conhecermos os seus elementos e trabalho de cada um: pe. Onório, o superior e ecónomo da comunidade; pe. Messias, responsável pela coordenação do trabalho da paróquia e comunidades (a missão do Molócuè é constituída por cerca de 300 comunidades); pe. Carlitos, o coordenador do Centro Juvenil Padre Dehon; pe. Damião, recém chegado à comunidade (desde junho de 2012). Também foi a oportunidade para que a comunidade conhecesse melhor cada um dos voluntários e suas espectativas.
Finalizamos o nosso dia com um encontro com o responsável do Centro Juvenil, o pe. Carlitos, que nos explicou em pormenor o funcionamento do centro. A partir dessa partilha começamos a inserir-nos cada um num trabalho específico.
Bem… por enquanto já chega. Continuem blogados pois prometemos mais novidades.
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